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16/8/2010 17:38:00 - Atualizado em 15/2/2011 11:54:00

História do Município

Em 1920 o coronel João Ismael sabendo da notícia que passaria, pelas nossas terras, a estrada de ferro, fez a doação de vários terrenos, nos quais se construiriam, posteriormente, as repartições necessárias para a formação de um povoado: a igreja, a cadeia, a estação de ferroviária, etc.

Assim, em 1923 o denominado povoado de Onda Verde foi fundado.

O nome Onda Verde originou-se do relevo da região - tinha um terreno ondulado - com o verde natural de sua vegetação, por ser uma grande produtora de algodão. Contudo, a impressão que essa paisagem nos transmitia juntamente com o vento, era de uma imensa Onda no mar Verde.

Os engenheiros chegaram em 1927 para fazer o levantamento do terreno e, assim, iniciar os aterros e as construções necessárias para a passagem da ferrovia São Paulo/Goiás, ligando a cidade de Nova Granada a Bebedouro. Inaugurada em 1929, essa ferrovia passou a pertencer à CIA Paulista de Estradas de Ferro.

Com esperanças de progresso as pessoas residentes no povoado dos Castores - distante apenas 6 Km – mudaram-se para perto da estrada de ferro. Nesta época residiam na cidade as famílias: Coronel Neca Medeiros, Coronel Jacinto Honório de Melo, Capitão Joaquim Manoel da Cruz, Sr. Isidoro Coimbra, Sra. Maria Manuela Prado, Sr. José Silvano, Sr. Antônio Batista Jerico, Sr. Macário José Andrade, Sra. Albertina Jesuina Lima Píton, família Sabugarí, família Maiero, Sr. Leolino Marques da Silva, Sr. José Gabriel de Oliveira, Sra. Maria Conceição de Abreu, Sr. Luís Belarmino.

Em 1921 chegaram as primeiras famílias japonesas: Tadaiti Kishi, Moragú Anzai, Naode Anzai, Toranoski Kano, Kit, Siyhihara, Takaiti Saschara, Alfredo Kano, Hioschi Cano.

Em 1923 criou-se a escola mista do bairro dos Castores, a primeira escola do município, sendo a primeira professora a Sra. Ilda Spaulouse.

Em 1929 Onda Verde já contava com quarenta casas. Em 24 de junho de 1933 houve a inauguração da Igreja de São João Bastista, e em 11 de dezembro de 1934 - com a criação do Cartório de Registro Civil - o povoado foi elevado a categoria de Distrito.

Em 1936 foi instalada a rede de luz elétrica na cidade, e em 1937 iniciou-se a construção do prédio da algodoeira, que começou a funcionar em 1938 com o nome de Companhia Brasileira Frutos (C.B.F.). Esta construção foi feita pelos ingleses da fazenda São João para a manufaturação dos produtos, principalmente o algodão - funcionou durante o período de 1938 à 1940. Vendida à Anderson Cleyton e CIA Ltda., a construção funcionou até 1959. Neste período funcionavam outras firmas idênticas, dentre elas a importadora e exportadora Nichimen do Brasil Ltda., que em agosto de 1969 iniciou suas atividades para adaptação das máquinas beneficiamento. Encerrando suas atividades em dezembro de 1972, arrendou suas instalações à firma Cooperativa Agropecuária de Campinas - esta continuou no mesmo ramo de atividades, porém funcionou normalmente até 1981. No ano seguinte voltou o funcionamento no benefícios de algodão com um novo nome: Federação Meridional de Cooperativa Agropecuária Ltda.

Em 1963 foi criado o Município de Onda Verde.

O povoado de Onda Verde teve sua sede instalada em 1964, pertencendo a comarca de Nova Granada. Com a ajuda política de José Jorge Cury - Deputado Estadual - o cidadão Ondaverdense, senhor Antônio Borges Sobrinho, encaminhou à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo um pedido de elevação do Distrito de Onda Verde à categoria de Município, o qual foi atendido em 28 de fevereiro de 1964, com o Paço Municipal instalado em 22 de Março de 1965, localizado na Avenida Ismael, número 110.

 

 

ASPECTOS GERAIS DO MUNICÍPIO / A PRIMEIRA IGREJA E O PRIMEIRO POVOADO (OS CASTORES)


Em meados de 1.900, um morador da região conhecido como Sr. Thomé Correia de Paiva, tinha em sua casa três imagens de santos: Senhora Santana, Santa Clara e a do Senhor Bom Jesus dos Castores. Estas três imagens estavam postas sobre um andor improvisado em sua casa.

O Sr. Thomé, homem religioso e de boa fé, era acostumado rezar todas as noites para os santos e fazer seus pedidos. Começou a ter visões: uma luz muito bonita que subia e descia aos pés da imagem do Senhor Bom Jesus dos Castores.

Sr. Thomé entendeu que, com esta visão, o santo pedia uma igreja. Reuniu-se então com sua família e doou um alqueire de terras para fazer a igreja. Com a ajuda dos vizinhos conseguiu derrubar a mata e construir a primeira igreja do Senhor Bom Jesus dos Castores a “Igrejinha de Sapé”.

Quando fez a doação, Sr. Thomé fez com a seguinte condição: O terreno estava à disposição de qualquer indivíduo que quisesse ali se estabelecer e fazer sua casa para morar, foi assim então que começou o povoado dos Castores.

Mesmo antes da Igrejinha de Sapé, era muito comum a presença de gente ali no local. A região coberta de mata nativa, o cerrado dispunha de grande quantidades de frutas nativas como o marolo de árvore, o jaguatha e principalmente a gariroba.

A abundância do fruto nativo da gariroba atraía um número considerável de colonos, principalmente na época do fruto. Com a Igrejinha, passaram a freqüentar por um motivo a mais.

Doado, então, o terreno para fazer a igreja e para quem quisesse fazer uma casa para morar veio às primeiras famílias: Miguel Mariane, Bardo Martins, e família da Dona Laudilina, José Gonsales, Alfredo Bueno, Joaquim Castor, José Castor, Tubia Macário e Zé Modesto.

Vieram as três vendas de secos e molhados, cujo proprietário eram Pedro Turco, José Turco e a venda dos Indianos, vendiam-se mantimentos, roupas que abasteciam as colônias.

Nem todos estes moradores mencionados moravam no pátio dos Castores, alguns eram pequenos sitiantes ou donos de chácaras. Estes turcos, bem antes do povoado dos Castores comerciavam na região.

O povoado dos Castores, o único ponto de comércio da região, veio fazer parte da vida social, econômica e religiosa da colônia. Nesta época a fazenda do Senhor Isidoro Coimbra, assentavam uma grande porcentagem de colonos, época em que o fluxo do algodão nascia na região.

 







CÂMARA MUNICIPAL DE ONDA VERDE - SP
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